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Ecad e editoras musicais cobram taxas dos direitos autorais para compositores em lives e produtores desaprovam

Os valores recolhidos serão repassados para os compositores afetados pela pandemia

Redação Publicado em 26/06/2020, às 11h03

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O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e a União Brasileira de Editoras de Música (Ubem) estão indo atrás dos direitos sobre as lives, principalmente as sertanejas e de pagode. Segundo o portal G1, os órgãos buscam taxas por direitos autorais das músicas tocadas nas transmissões no YouTube que são patrocinadas por uma empresa. 

A princípio, as taxas seriam de 10%, contudo, a cada transmissão o valor deve aumentar. A Ecad e a Ubem se pronunciaram após o aumento de shows patrocinados, assim, consequentemente o público aumenta e a arredação também. 

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O YouTube afirma que a cobrança sobre a plataforma é indevida, pois os patrocínios são pagos diretamente por empresas aos produtores dos artistas. Com a renda extra das lives, o Ecad está cobrando deles 5% de direitos autorais pelas músicas tocadas nos shows e Ubem cobra mais 5%.

Em entrevista ao G1, os autores que sofreram com a pandemia e estão arrecadando menos, comemoram a arrecadação. Alguns produtores, especialmente os que representam artistas de pagode e o sertanejo, dizem não concordarem com a taxa.

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O Ecad recolhe os direitos dos autores de músicas e repassa aos compositores o pagamento pela execução em ambientes públicos das músicas criadas por eles. O YouTube, desde 2018, paga 4,8% do seu faturamento pela execução das músicas nos vídeos. A taxa que o órgão luta no momento, é extra ao valor já imposto. 

Após a informação que há acordos diretos entre empresas e os produtores dos artistas, o Ecad busca entrar em acordo com patrocinadores e promotores das lives. Até o momento, a superintendente do Ecad, Isabella Amorim, afirma que está havendo a aceitação.

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As taxas só serão cobradas de transmissões com patrocinadores e grandes arrecadações de renda. Para lives pequenas, não haverá cobrança e os órgãos promovem 50% de desconto para os shows que sejam beneficentes para o mercado da música ou com verba que cubra só montagem e cachê.

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