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Thor do sertanejo, Junior Villa mistura sofrência com curtição em álbum de estreia

Com apenas 21 anos, o cantor lançou em 2019 seu primeiro DVD Ao Vivo e De Boa

Mariana Calheiros Publicado em 12/03/2020, às 06h00

Junior Villa lançou seu primeiro DVD em 2019 intitulado Ao Vivo e De Boa
Junior Villa lançou seu primeiro DVD em 2019 intitulado Ao Vivo e De Boa - Felipe Branco Cruz / Rolling Stone Country Brasil

Uma das apostas do sertanejo para 2020 é o cantor Junior Villa, de apenas 21 anos. Nascido no interior de Santa Catarina, ele ficou conhecido pela parceria com Mano Walter em “Para de Graça”, que teve mais de 4 milhões de visualizações no YouTube. 

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Músico e compositor, Junior gravou seu primeiro DVD Ao Vivo e De Boa em 2019, com dez músicas inéditas. O lançamento foi dividido em EPs com dois volumes já divulgados, faltando apenas 3 músicas. 

Em entrevista exclusiva na redação da Rolling Stone Country, Junior falou mais sobre a gravação do DVD, suas inspirações musicais e como enxerga o mundo do sertanejo sendo tão novo. O cantor ainda revelou que fará uma parceria com um artista famoso em breve.

RSCountry: Quais são suas inspirações musicais? 

Junior Villa: Quando tinha 14 anos e tocava em barzinhos, gostava muito de Gusttavo Lima e Luan Santana, que estavam estourando na época. Eu participei do Clube da Viola e aprendi muito com o sertanejo raiz de Matogrosso & Mathias e João Carreiro & Pardinho. Eu me considero uma mescla de tudo, sempre ouvi rock e música gaúcha, quando morava em Santa Catarina.

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Como foi a gravação do DVD?  

Foi totalmente diferente porque o DVD faz jus ao nome (Ao Vivo e de Boa). Nós gravamos como se fosse num acampamento, eu sou muito fã de ter esse contato com a natureza. A ideia é um DVD sertanejo, mas também com um “good vibes”. E as músicas conversaram muito bem com esse modelo da gravação. É um sertanejo com pitadas de reggae, forró universitário e pop. Acredito que o público vai se identificar. 

Como foi a seleção de músicas do álbum? 

Eu tive bastante tempo para escolher o repertório, fiquei ouvindo várias músicas por seis meses, até escolher essas 10. Foi difícil decidir uma canção de saída, mas escolhi como faixa de trabalho “Melhor Trecho”. Nesse DVD não tem composições minhas, mas são músicas com as quais eu me identifico muito. Não são próprias minhas, mas são adotadas.

Como foi a decisão de dividir o lançamento em volumes?

Foi uma escolha difícil decidir a ordem desse lançamento. O primeiro EP tem quatro músicas, com canções mais românticas. Já o segundo com três faixas tem uma pegada mais animada de curtição. Eu acredito lançar o último volume ainda no mês de março. Ele é uma mescla dos dois outros, com músicas bem românticas, mas outras na pegada de curtir a vida de solteiro.

Como você enxerga o seu estilo no sertanejo? 

O sertanejo tem isso de ser uma transição da música entre sofrência e curtição. Eu gosto de fazer essas músicas que tocam mais as pessoas. “Melhor Trecho” traz uma lembrança para quem está ouvindo. Uma vez, um fã chegou para mim e disse que essa canção lembrou um amigo que tinha falecido e ele se emocionou. E para mim o principal é isso, a pessoa ouvir a minha música e receber essa mensagem, entendê-la.

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Com apenas 21 anos, como você enxerga o sertanejo hoje? 

Eu gosto muito do sertanejo por ser um gênero com vários ritmos, aberto para vários estilos de música. Eu tenho muitas ideias de músicas que eu tenho vontade de fazer e muitos planos para esse ano e para o futuro. Espero que eu possa cada vez mais ter contato com o público, fazer shows e gravar mais músicas. Eu gosto muito do sertanejo de hoje e espero que ele cresça cada vez mais.

Você tinha um plano B, caso a carreira musical não desse certo? 

Eu até pensei, mas a música sempre foi uma prioridade, tinha na cabeça que queria ser musico. Com 14 anos, eu já estava tocando em barzinhos e percebi que era aquilo o que eu queria fazer. Eu pensei “vou tentar agora enquanto sou novo e tenho tempo, e caso não dê certo, posso tentar outra coisa, do que deixar para ser música quando for mais velho”. 

Assim como você, muitos artistas sertanejos de sucesso vieram do sul do Brasil. Você acredita que a região revela grandes talentos do sertanejo?

Eu acho muito interessante essa notoriedade de cantores sertanejos famosos do sul. Quando se fala em sertanejo, todo mundo pensa direto em Goiânia. Tem muitos artistas que são do Sul, porém mudam para Goiânia por ter um acesso mais fácil às empresas da música. 

E você se mudou para Goiânia também? 

Faz dois anos que moro lá. Eu fazia shows e produzia minhas músicas no sul, porém era algo mais regional. Quando surgiu a ideia de lançar uma carreira nacional, pensamos em mudar para Goiânia ou São Paulo. Passei três meses em Goiânia para gravar algumas músicas e depois voltamos só para pegar a mudança e se mudar para lá de vez. 

Não podemos deixar de falar do seu apelido de “Thor sertanejo”, por ser parecido com os irmãos atores Liam e Chris Hemsworth. Como começou isso?

Essa discussão começou na internet, porque umas pessoas me acharam parecido e ficavam postando fotos comparando. Aí meu produtor entrou na onda e gravou stories durante as gravações no estúdio. Ele começou a me chamar de “Thor do sertanejo”, por ter sido comparado ao ator que interpreta. E meio que pegou, eu gosto desse apelido. Pelo menos sou comparado com um ator bonito. 

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