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"Os sertanejos precisam falar mais sobre política", diz Marcos, dupla de Belutti

O cantor conversou com a RS Country Brasil e falou também sobre novo DVD

Felipe Branco Cruz Publicado em 30/10/2019, às 09h18

A dupla sertaneja Marcos & Belutti
A dupla sertaneja Marcos & Belutti - Foto: Divulgação/Dezcarga

A dupla Marcos & Belutti, que ficou conhecida nacionalmente por canções românticas como "Domingo de Manhã", também gosta de falar de política. Pelo menos entre os amigos. Quem fez a declaração foi Marcos, em entrevista à Rolling Stone Country Brasil, que se considera engajado, mas evita se expor nas redes sociais.

Sem revelar em quem votou, o artista garante que não se arrependeu da escolha – pelo menos, por enquanto. “Temos que dar tempo para todo político, eleito democraticamente, mostrar seus lados positivos e negativos.”

Ainda assim, Marcos acredita que os sertanejos deveriam se dedicar um pouco mais para falar sobre políticas em suas músicas. “Assim como o rock brasileiro dos anos 80 e a dupla Marcos & Belutti poderia assumir a dianteira disso. Quem sabe um dia?”, diz.

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Novo DVD

Como a inspiração para compor letras mais políticas ainda não veio, a dupla se mantém na ativa fazendo o que ela mais sabe: cantando histórias de amores correspondidos (ou não). Em outubro, eles gravaram o novo DVD, Cumpra-se, em São Paulo, com a participação especial de Jorge & Mateus, Israel & Rodolffo e Gaab. No roteiro, eles mostram doze faixas inéditas e dez regravações de sucessos de artistas como Zezé di Camargo & Luciano, João Paulo & Daniel e Bruno & Marrone.

Mesmo com as novidades, "Domingo de Manhã", de 2014, continua sendo o divisor de águas da carreira da dupla. “Depois dela, veio a responsabilidade de ficar no topo, fazendo sucesso”, diz. “Veio 'Aquele 1%', com Wesley Safadão, e provamos para o mercado que não éramos uma dupla de um sucesso só”, afirma.

Com shows realizados fora do país, como Uruguai, Paraguai e em comunidades brasileiras nos Estados Unidos e Austrália, e esperam um dia se lançarem em um projeto internacional. “Já estou traduzindo músicas para o inglês”, diz. Consciente de que a tarefa não é simples, os artistas ainda priorizam o mercado nacional. “São 150 shows por ano e não faz sentido largar tudo.”

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Melhor ano

Na estrada há 11 anos, a dupla teve seu ano mais rentável agora em 2019, e boa parte do faturamento veio das performances ao vivo, mesmo sem um grande hit nas paradas. “Show vende show”, explica, sem revelar valores dos cachês. “Não estamos no palco só pelo dinheiro: amamos o que fazemos e isso tem feito a diferença.”

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