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Júnior & Cézar lança novo projeto intimista para "abalar o coração dos fãs com sofrência"

A dupla gravou cinco músicas inéditas

Seham Furlan Publicado em 13/03/2020, às 06h00

A dupla Júnior & Cézar nos estúdios da Rolling Stone Country
A dupla Júnior & Cézar nos estúdios da Rolling Stone Country - Foto: Rolling Stone Country Brasil/Felipe Branco Cruz

A dupla gaúcha Júnior & Cézar gravou recentemente o novo projeto audiovisual composto por cinco faixas inéditas que, segundo os irmãos, prometem "abalar os corações dos fãs com aquela dose de sofrência".

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A gravação ocorreu em um sítio em Mairinque, no interior de São Paulo, com cenário repleto de carros antigos com o objetivo de criar um ambiente intimista. O EP contou com a produção musical de Eduardo Pepato. São 5 faixas inéditas: “Clone”, “Fraquinho de Aparência”, “Não Te Deixo - Caixinha”, “Porta de Lata” e “Devolve”.

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Em entrevista exclusiva feita na redação da Rolling Stone Country, a dupla falou sobre a inspiração para as músicas, como a carreira começou e sobre os próximos sonhos.

RS Country: Vocês receberam o apoio dos pais desde crianças. Esse apoio foi fundamental?

Júnior: É verdade. Nossa mãe escolheu nossos nomes para combinar como dupla. Seria Samuel & Rafael ou Júnior & Cézar.

Cézar: O incentivo familiar é a base da nossa carreira. Sempre nos incentivaram a cantar. A nos envolver com música. Foi um sonho louco que passou deles para nós.

Quais as principais influências para o trabalho de vocês?

Júnior: Somos do Rio Grande do Sul, então o pessoal estranha quando falamos que gostamos de sertanejo. É um estado onde não havia o hábito de ouvir música sertaneja. Foi depois de 2008/2009 que o estilo se fortaleceu. Nosso pai fazia a gente escutar Duduca & Galvan, Tonico & Tinoco, Trio Parada Dura. Mas nossas maiores influências foram João Paulo & Daniel e Bruno & Marrone.

Cézar: Foram duplas que nos inspiraram a ter uma carreira. Somos fãs de muitos artistas, tanto das antigas, quanto atualidade. Ano passado, fizemos shows em vários países: Panamá, Guatemala, México... Então começamos a pegar diversas referências da música latina, entender essa cultura.

"Sinal de Desespero" está em primeiro lugar no Spotify e a música tem trechos cantados em espanhol. Há intenção de projetar a carreira e o sertanejo brasileiro para outros países da América Latina? 

Júnior: Quando fizemos shows em outros países e cantávamos “Sinal de Desespero”, algumas pessoas diziam ter se encantado com a música, mas sem entender sobre o que ela falava.

Cézar: Então, a gente resolveu gravar uma versão em espanhol. Naquela retrospectiva do Spotify, vimos que atingimos 76 países ano passado.

 

Depois do sucesso de "Golzinho Quadrado", como surgiu a ideia para o cenário com caminhonetes antigas do EP, vocês bolaram juntos?

Júnior: Queríamos fazer algo diferente. Quando nos reunimos com Catatau, o diretor de vídeo, ele sugeriu essa ideia. Achamos interessante: por que não ligar esse lance do carro antigo com um novo projeto? Ficamos muito felizes com o resultado.

Choveu bastante no dia anterior da gravação. Isso preocupou vocês?

Júnior: Um dia antes, o pessoal da produção perguntou se queríamos cancelar. Mas falamos “Vamos arriscar!”.

Cézar: Quando saímos do camarim, vimos o céu e falamos: “Não vai dar conta de segurar a chuva”. Mas deu tudo certo, não choveu nem depois!

A música "Golzinho Quadrado" ultrapassa a marca de 15 milhões de visualizações no YouTube. Como a ideia para a música surgiu? 

Cézar: Foi paixão à primeira ouvida.

Júnior: Achamos interessante o papo dela. Ela fala de carro, mas esse não é o foco. A primeira impressão que nos passou era a de valorizar as pessoas. Fala sobre um cara que cometeu um erro e pensou: “Como fui fazer isso com alguém que esteve comigo nos tempos difíceis, na época da dureza, do golzinho quadrado”. E ele se arrepende

Cézar: O "Golzinho Quadrado" era uma só uma referência. O bacana foi que a galera soube entender essas coisas.

 

Com quem vocês têm o sonho de fazer uma parceria? Por que?

Cézar: Somos fãs de muita gente na música, não só no sertanejo. Da música atual, Jorge & Mateus é uma referência.

Júnior: Henrique & Juliano também. Das antigas, Bruno & Marrone. Muitos artistas que somos fãs e admiramos. se pudéssemos, gravaríamos com todos.

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