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Tanya Tucker mostra que ainda é a 'Elvis Mulher' em memorável show em Nashville

Cantora dá aula sobre música country, carisma e espontaneidade durante performance cheia de convidados

Joseph Hudak, Rolling Stone Country EUA Publicado em 14/01/2020, às 12h37

Tanya Tucker apresentou "Old Town Road" com Billy Ray Cyrus
Tanya Tucker apresentou "Old Town Road" com Billy Ray Cyrus - Reprodução/YouTube

Tanya Tucker continua sendo a "Elvis Mulher", um apelido que ganhou do próprio Rei há mais de 40 anos. Por quase duas horas durante seu show Tanya Tucker & Friends no domingo, 12, à noite, a carismática artista fez uma perfomance dinâmica com movimentos de karatê, chutes alto e mexidas no quadril no palco do Ryman Auditorium de Nashville. 

A cantora apresentou as duas músicas que ela transformou em hits quando era adolescente e faixas do álbum indicado ao Grammy, While I'm Livin. Foi uma performance com um cenário devorador, mas uma aula de como injetar espontaneidade em um show de música country.

 
 
 
 
 
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Tanya brought old Billy Ray and new Billy Ray to the stage! #tanyatucker #whileimlivingtour #rymanauditorium

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Em alguns momentos do show, Tucker, de 61 anos e com uma voz notável, pegou uma criança da plateia e a segurou em um braço enquanto cantava com o microfone no outro; impediu um fã que queria tomar uma dose de tequila (Tucker derramou a bebida); e, durante uma participação especial de Billy Ray Cyrus, tentou a sorte, duas vezes, na parte do rap de "Old Town Road".

Essa música se perdeu no espaço lotado, mas Tucker não se importou. Ela estava lá para se divertir tanto quanto os fãs, fosse com as próprias falas, com movimentos de dança flexíveis ou com um desfile de convidados especiais, muitos dos quais apenas vagavam no palco, sem aviso prévio, no meio da música.

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Cyrus, Jamey Johnson, Margo Price, Lee Ann Womack e o ator e cantor Dennis Quaid fizeram aparições, juntamente com duas lendas do Texas: o criminoso esquecido Johnny Rodriguez e o compositor fora da lei Billy Joe Shaver.

Rodriguez se juntou a Tucker em "Game I Can't Win", uma música escrita por Quaid, enquanto Shaver (que, quando perguntado como ele estava antes do show, exclamou: "Eu vou sobreviver!") cantou em dueto "I’m Just an Old Chunk of Coal (But I’m Gonna Be a Diamond Someday)". 

Enquanto muitos dos convidados cantaram músicas de Tucker- Price em “Love Me Like You Used To”, Womack em “High Ridin 'Heroes”, Johnson em "Don’t Believe My Heart Can Stand Another You"- Cyrus ofereceu a própria marca na música de 1992,  “Achy Breaky Heart”, o som perfeito para Tucker brilhar e mexer mais o quadril.

Vestida com calça preta com franja na altura da panturrilha, uma blusa transparente e joias turquesas em todos os lugares, ela tornou impossível de se desviar o olhar por muito tempo, mesmo que fosse para olhar a ótima banda atrás ou qualquer um dos convidados VIPs.

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Parte disso se devia simplesmente ao fato de não saber o que ela faria ou diria a seguir. Pedindo um banquinho para uma versão solo da balada "Bring My Flowers Now", ela se preocupou com a elasticidade das calças justas e prontamente se abençoou antes de sentar.

Quando ela deu um grito, que ficou sem resposta, para o namorado Craig nos bastidores, ela brincou que ele provavelmente estava "comiserando com Margo" e avisou que, se alguma mulher quisesse o homem dela, ela mesma o levaria até a casa dela.

Enquanto sucessos iniciais, como "Would You Lay With Me (In a Field of Stone)" e os hits de 1975  "Lizzie and the Rainman" e "San Antonio Stroll" enalteceram o lado nostálgico de Tucker, foram as músicas do álbum While I'm Livin ', apresentado como seu próprio mini-set de seis músicas, que provaram sua relevância.

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“I Don’t Owe You Anything” se tornou um beijo ainda mais ousado e salgado ao vivo, e “Hard Luck”, da esquecida banda do Texas, Josefus, que o co-produtor Shooter Jennings trouxe para When I'm Livin', apresentou Tucker como uma roqueira vital.

Quando o show chegou ao penúltimo número, "Two Sparrows in a Hurricane", Tucker, que encabeça a turnê Next Women of Country da CMT, estava quase rouca, mas claramente não estava com pressa de cruzar a linha de chegada.

Ela atrasou o início do inevitável "Delta Dawn", falando uma lista interminável desde os nomes dos produtores Jennings e Brandi Carlile até os convidados e amigos presentes ("Shirley, eu te amo!"). Foi um discurso de agradecimento muito longo, e com o Grammy a apenas duas semanas, talvez também tenha sido uma boa prática.

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